faculdade, lockdown, terapia.

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(três semanas atrás)

e lá vamos nós mais uma vez.

Hoje passei o dia todo muito deprimida. No domingo saiu a notícia do decreto de lockdown aqui no meu estado (ES) e, ok, mesmo sabendo que é necessário, eu fiquei arrasada.

Primeiro porque minha mãe é pequena comerciante e não essencial -então já estamos preocupados com as contas da casa-, e segundo porque as aulas presenciais estavam literalmente salvando o meu psicológico ocupando meu tempo de uma forma muito gostosa (e cansativa).
Ano passado foi um dos piores anos da minha vida. Eu perdi as contas de quantos dias passei sem mal levantar da cama, chorando, e me sentindo total e desesperadoramente sozinha. Além do fato de que eu não consegui estudar NADA, tendo que mudar todos os meu planos de vida até então.

atualizações

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Oi! Resolvi dar uma passadinha aqui pra conversar um pouquinho. Eu acho muito engraçado como eu passo um tempão sem postar nada e então subitamente apareço com uma enxurrada de posts. Acho que é da minha personalidade, isso. Sou meio exagerada.
De qualquer forma, vocês devem ter percebido que eu mudei o nome do blog. Eu já queria fazer isso há tempos! Komorebi é uma expressão japonesa que define as luzes dos raios solares que entram no meio das folhagens das árvores. Eu vi essa palavra em algum lugar um bom tempo atrás e desde então ficou na minha mente, acho o significado bem bonito e expressa bem o conforto que esse blog significa pra mim. Vou continuar mantendo a mesma URL porque ela é fácil de lembrar e não quero que ninguém pense que eu apaguei o blog.
Enfim, é sábado à noite, está chovendo e eu estou aqui, debaixo de uma manta de microfibra, usando uma camisola com estampa de ovehinhas, depois de comer uma cumbuca de miojo sabor tomate suave - sim, o da turma da mônica aka o melhor sabor de miojo-.
Espero aparecer aqui com mais frequência esse ano, é muito importante pra mim escrever sobre o que eu sinto e produzir alguma coisa que não seja por obrigação, sabe. 
Aliás, me desculpem se às vezes eu demorar pra responder os comentários ou não responder realmente à altura, é que eu ando tão enferrujada socialmente e vocês são TÃO queridos que eu travo e fico sem saber o que dizer. Mas saibam que cada comentário deixa meu coração muito quentinho e eu sou muito muito grata!
Acho que não tenho mais nada a compartilhar por hoje.
Em breve vejo vocês aqui <3

fim das férias de verão, geleia de damasco e haruki murakami

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Passei os últimos dias das minhas férias de verão comendo pão tostado com geleia de damasco e tomando café forte e doce em xícaras Duralex enquanto devorava livro atrás de livro. Acho que o Kindle foi uma das minhas melhores aquisições de todas. É inacreditável que eu tenha lido quase três livros em uma semana depois de ter passado quase três anos pelejando pra ler mais de 150 páginas de um livro qualquer. Chega a ser embaraçoso pra mim a forma com a qual eu fui perdendo o gosto por tudo que me edificava e me trazia satisfação. Não sei ao certo como isso aconteceu, mas às vezes sinto que minha criatividade foi sumindo pouco a pouco e quando eu percebi -pouco tempo atrás- meus pincéis se encontravam já intocados por meses, os cadernos de desenho repletos de páginas em branco e os livros na minha estante não passavam de objetos decorativos acumulando poeira.

Espero não estar me precipitando, mas acredito que talvez eu devesse tentar ser um pouco otimista e ainda ter a esperança de que eu recupere a parte de mim -a melhor parte de mim- que eu inexplicavelmente perdi no meio do caminho do amadurecimento.

Existem muitas coisas sobre mim que me deixam confusa, e quanto mais eu reflito sobre, mais elas parecem se emaranhar e eu continuo sem respostas. Eu gostaria de começar a fazer terapia -até porque eu sei que devia- porque acredito que falar sobre com alguém que entende mais do que eu sobre a mente humana poderia me ajudar a viver melhor com essas incógnitas sobre mim mesma.

Estou terminando de ler Norwegian Wood, do Haruki Murakami. Estou gostando muitíssimo do livro, quando eu tiver algum dinheiro sobrando vou dar um exemplar de presente pra algum amigo meu. Eu gosto muito de dar presentes aos meus amigos. Acho que é a única forma que eu encontro pra estar -de certa forma- fisicamente perto deles, afinal, estou sempre longe, sempre me mudando, sempre com algum problema e nunca os vejo. Sou muito grata por te-los, sei como é difícil -mesmo que eu já esteja acostumada- manter laços profundos com alguém que você não se encontra com frequência.


Meu primeiro período na faculdade de medicina começa na terça (23), e estou muito ansiosa. Ainda não consegui alugar um apartamento, então estou aliviada que a primeira semana vai ser EAD (apesar de eu DETESTAR assistir aula on-line). Logo conto pra vocês minhas impressões. Até!

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